terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As vezes eu não queria dormir, fechar os olhos pra esquecer, dormir pra não acordar.
Deixar os sonhos invadirem o lugar do tempo vago.
Era apenas o descanso, pálpebras pesadas.
Mas mais, que o que eu não sabia explicar era a vontade de sentir o sorriso do outro lado.
Era poder ver, fechando os olhos, os lábios entreabertos ali na frente.
Perceber o movimento do corpo indo e vindo conforme a música que somente toca aqui.
Da ligação do real e o inabalável muito próximas e muito distantes da minha ficção.
Era sempre ali na melhor parte que os olhos se desligavam do mundo o qual eu mais gostava de estar.
E eu sempre me perdia. Nunca conseguia voltar.